29 de outubro de 2010

Quatro Tecnologias Para Vestir


Sendo você novo ou não no campo das tecnologias para vestir ou não, dá para se inspirar pelo trabalho dos caras do V2_, um centro interdisciplinar de arte e mídia em Rotterdam, Holanda. O vídeo dá uma visão geral da pesquisa criativa e dos projetos sendo conduzidos no V2_, muitos dos quais investigam como a fusão de moda e tecnologia afetam nossa noção de estilo e nossa interação com os outros.
Os projetos discutidos incluem (em ordem de aparição):
INTIMACY. por Daan Roosegaard Maartje Dijkstra, and Anouk Wipprecht

Intimacy White and Black. Foto: Robert Lunak
Essa dupla de vestidos é construida com um material que pode ficar transparente quando recebe eletricidade (tecnologia usada em vidros de carro, para privacidade) e cada um deles desafia a ideia de intimidade de um jeito interessante. Enquanto o vestido branco fica transparente quando fotografado, o preto vai perdendo a opacidade conforme alguém se aproxima. Os dois abordam a ideia de privacidade de um jeito provocativo e estiloso.
SHAREWEAR. por Di Mainstone

Sharewear. Foto: Di Mainstone
A era digital tem muito a ver com interações sociais e relacionamentos digitais. O que poderia ilustrar melhor nosso estado interconectado que um par de vestidos que literalmente se conectam como peças de um quebra cabeça e interagem entre si? Quando os vestidos estão ligados, as lâmpadas suspensas sobre as cabeças jogam luz em quem os veste, parecendo chapéus futuristas.
PSEUDOMORPHS. por Anouk Wipprecht

Pseudomorphs. Foto: cortesia da V2_
Ainda usando os conceitos de performance e interatividade, o vestido Pseudomorph é ativado por quem o veste e literalmente se transforma na sua frente. Tubos ligados a uma peça no pescoço colorem o tecido, resultando em um padrão único a cada vez que isso acontece – é uma versão em vestido do teste de Rorschach. O vestido desafia as noções de autoria e estética pelo fato de o produto final ser feito por um computador.
BRAVO. por Melissa Coleman

Bravo. Foto: cortesia V2_
Apesar do Bravo não ser tecnicamente vestível (é um pano pendurado na parede como uma instalação sonora), o tecido poderia ser adaptado para isso.
A tapeçaria é criada com fios condutores sensíveis ao toque humano. Quando uma pessoa toca o trançado, a tapeçaria toca fragmentos de músicas. O design também é feito em braile, então as palavras cantadas também podem ser lidas.

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